Por Que Getúlio Vargas Se Matou?

Em 24 de agosto de 1954, o presidente Getúlio Vargas, de acordo com suas próprias palavras, “deu o primeiro passo no caminho da eternidade e saiu da vida para entrar na história”. Ele se suicidou com um tiro no peito e deixou uma carta-testamento que foi lida por Oswald Aranha, criando uma comoção a nível nacional.

O velório ocorreu no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro – capital do país na época e contou com a presença de cerca de 3 mil pessoas. A comoção foi tamanha que o estoque de calmantes da enfermaria do palácio acabou. Cerca de 100 mil pessoas saíram às ruas enfurecidas, frustradas e tristes, o pranto da multidão foi incontrolável. O país ficou em estado de choque. Mas, o que levou Getúlio a se matar?

A resposta se encontra 20 dias antes da morde de Getúlio, quando Carlos Lacerda foi vítima do atendado da rua Toneleros em Copacabana. Lacerda era contra o governo de Vargas e vivia escrevendo duras críticas nas matérias da Tribuna da Imprensa. Carlos Lacerda dizia que o presidente era um monstro e o acusou do atentado, mesmo esse sendo feito por major Vaz, que não aguentou e acabou perdendo a vida no dia.
Vargas negou envolvimento e chegou a dizer que o atentado prejudicou muito seu governo. Tentando consertar o que aconteceu, tentou dissolver sua guarda pessoal e fazer algumas outras medidas preventivas, mas tudo foi visto com maus olhos. Vargas recebia retalias de todos os lados, com muitos governadores pedindo para que ele abdicasse o cargo de presidente.

Sem saber ao certo quem causou o atendado, tendo vários de seus familiares envolvidos, alguns até em esquemas de corrupção, Getúlio se sentia em um “mar de lama”. Com muitos querendo que ele renunciasse, sabendo que armaram para ele ser visto como uma má pessoa e com a notícia de sua família envolvida em tudo aquilo, Vargas tirou a própria vida.

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